Aquele seu site de divulgação artística, que não bomba na rede. O que fazer?

Leia mais...

Sobre o futuro da banda Linkin Park

Leia Mais...

Dicas para aspirantes a DJ.

Minha experiência como DJ, foi inusitada. Haviam 12 anos que trabalhava em coordenação de campanhas eleitorais. . Leia mais...

Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Sobre o futuro da banda Linkin Park:

“A resposta é que não há resposta!”  Informa Mike Shinoda.


Depois da morte do astro Cheste Bennigton, o músico informa não saber qual será o destino da Banda.
Já se passaram oito meses desde a morte de Chester Bennington,  sem uma direção que aponte para o futuro da banda, tudo ainda segue em um mar de incertezas. Mike  Shinoda, um dos fundadores do Linkin Park, informa que neste atual cenário, não encontra uma resposta adequada à questão.
Co m previsão de lançar em breve o seu álbum solo, o guitarrista e vocalista do LP,  revelou a  TV  Vulture Entertainment  News/Celebrity, que não é capaz  de falar quais serão os próximos passos da  banda “ Realmente não há uma  resposta. Acho engraçado, porquê mesmo que eu nada diga sobre o futuro do grupo, isto se torna uma manchete, o que acho uma estupidez. A resposta é:  Não há respostas” ironizou o músico.
“Post Traumatic”, àlbum de estreia de Shinoda, estará  no mercado em 15 de junho, próximo. Com 16 faixas, dentre elas,  as conhecidas : “Crossing a Line!” e “Nothing Makes Sense Anymore”.

Um pouco  da História da Banda:

Começo amargo e difícil:
Originalmente  em sua composição inicial  estavam três amigos de escola: Mike Shinoda, Brad Delson e Rob Bourdon. Logo depois de concluírem sua formação acadêmica, os jovens da Califórnia, passaram levar a música com mais seriedade e convidaram Joe Hahn ,Dave “Phoenix” Farrell e Mark Wakefield, para a nova composição da banda, que n teve de início o nome “Xero”. Com poucos recursos disponíveis, começaram a gravar algumas canções, no quarto de Shinoda, onde improvisaram um estúdio precário, em 1996. Entre tantas tensões e frustrações, após falharem em fechar um contrato com uma gravadora, culminou com o fracasso na direção da banda, cujo a gestão era responsabilidade de Wakefield (vocalista), este em ato contínuo,  desligou-se  do grupo, para seguir seus projetos independentes. Em seguida  Farrell também deixa o grupo, e seguiu em turnê, com o Tasty Sanax e outros grupos da época.
Somente em 1999, a banda começou a trabalhar assiduamente, em seu primeiro projeto, e  lançaram uma fita demo, expondo seu trabalho.  Apresentou este trabalho, a  diversas gravadoras e depois de muita rejeição, fecharam contrato coma Waner Bros, Records neste mesmo ano, por recomendação musical do produtor Jeff  Blue, se firmando de vez no mercado.
Com exemplo desta trajetória, podemos observar a importância de seguir seus sonhos, e  perseverarem. Independente de ter uma gravadora ou não. Hoje com muitas plataformas digitais, como Youtube e outras, vale a pena produzir seus próprios álbuns e lançarem ao público na Web, e parti para apresentação em praças públicas, para sua venda independente de CD, é o melhor método de divulgação.  As bandas de garagem, podem sim se tornarem um ícone musical como o Linkin Park, basta ter disposição e iniciativa, para uma produção independente. Imagina se  a banda LP , tivessem acesso a  facilidade e tecnologia que temos hoje? Esperamos que um dia, tu chegues ao naipe do Linkin Park, que contornaram as dificuldades e alcançaram o sucesso. Vai que dá!

Flávio Oliver - Direitos reservados a  http://www.artdisc.com.br

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Cantoras Brasileiras de todos os tempos

Cantoras brasileiras  cada qual com seu estilo e talento em suas épocas. Cantoras consagradas e atuais. Cantoras que sofreram na ditadura e as que lutaram pela democracia.
Vamos mostrar um pouco sem uma ordem cronológica  vozes que fizeram parte da nossa historia no passado e hoje. Dividimos em três  post para falar um pouquinho de cada uma.
Carmen Miranda
Em uma época de dificuldades infinitamente superiores, Carmen foi a voz e a imagem do Brasil no exterior. Nascida em Portugal, foi no Rio de Janeiro que ela começou a carreira no começo da era de ouro das cantoras do rádio, em meados dos anos 30 – quando já havia feito sucesso com a icônica marcha carnavalesca “Pra Você Gostar de Mim (Taí)” e registrado dezenas de outras canções em disco. Com essa energia que transformava as letras melancólicas em hits dançantes dos bailes, Carmen fez uma transição rápida para o cinema  e logo também pulou para a Broadway e Hollywood. Passou a cantar também em inglês e, mesmo com o sotaque arrastado, conquistou a simpatia ianque. Deveria, então, uma portuguesa de sucesso nos Estados Unidos estar nesta lista de brasileiros? “Carmen Miranda me ensinou que uma gringa pode ser a mais brasileira de todas”, decretou Rita Lee à Rolling Stone, em 2007.

 Inezita Barroso
O trabalho de pesquisa, registro e divulgação do folclore musical do Brasil que Inezita faz há décadas é monumental. Ela segue resoluta pela estrada de chão batido que a levou ao coração do país para resgatar modas de viola, pagodes caipiras e outros ritmos. A voz de contralto de Inezita tem o cheiro do mato e a amplidão dos campos. É a rainha inconteste da verdadeira canção rural brasileira.

Dona Ivone Lara
São mais de 90 anos de samba, e Dona Ivone Lara exibe com graça tanto tempo vivido não só na habilidade com que interpreta as canções, como também na naturalidade entregue a cada nota, com a elegância de uma voz que poderia ser frágil, mas é inteligentemente imprecisa e subjetiva. Além de compositora de importante obra, ela também é uma realeza popular, que desfila e angaria reverências já no respeitoso nome que carrega por onde passa.

 Aracy de Almeida
Aracy de Almeida  começou a carreira nos anos 30, gravando obras-primas do compositor Noel Rosa, Com ele teve grande convivência e dele gravou muitas músicas. Era chamada de:"A Dama da Central", pois somente viajava de trem e quase sempre pela Central do Brasil. Noel Rosa disse numa entrevista a Orestes Barbosa, que Aracy de Almeida, que muitos chamavam de Araca, era sua melhor interprete.
Até hoje, a voz boêmia de Aracy é veículo perfeito para expressar dores de amores e as infindáveis noites nos botequins.

Angela Maria
Começou cantando em coro de Igreja. Enquanto trabalhava numa fábrica de lâmpadas, participava, às escondidas, de programas de calouros. Adotou o nome de Ângela Maria para não ser identificada pela família. Como ganhava todos os concursos, foi cantar no famoso Dancing Avenida e depois na rádio Mayrink Veiga. 
Angela Maria consagrou-se como uma das grandes intérpretes do gênero samba-canção (surgido na década de 30), ao lado de Maysa, Nora Ney e Dolores Duran. 

Dalva de Oliveira
A arte como imitação da vida. As canções doloridas que Dalva de Oliveira entoava com sua voz imensa refletiam fielmente sua própria vida amorosa turbulenta. A batalha que ela travou através dos discos com Herivelto Martins, depois da separação do casal, registrou uma das mais tempestuosas e célebres relações da nossa música. Mais do que os detalhes controvertidos da biografia da cantora, o que interessa são as gravações. Com Herivelto e Nilo Chagas, Dalva formou em 1937 o histórico Trio de Ouro. O maior sucesso do grupo, “Ave Maria no Morro”, descobre beleza em um cenário de pobreza, o das favelas do Rio, em afirmação poética e existencial de grande valor. No final dos anos 40, partiu para uma carreira solo repleta de êxitos comerciais e artísticos. Com lindo timbre e vigoroso vibrato na voz, Dalva sabia utilizar recursos dramáticos com eficiência e como ninguém.

Nana Caymmi
Dinair Tostes Caymmi já nasceu cantando. Afinal, ela vem de um dos berços mais esplêndidos da música brasileira. Filha de Dorival Caymmi, cantor e compositor baiano, Nana recebeu de presente do pai, ainda criança, a linda canção “Acalanto”, a qual, aos 19 anos, gravou com ele, o que praticamente marcou o início de sua carreira. Desde então, sua voz potente e de respiração perfeita marcou várias composições do pai. Contralto da maior grandeza, ela chamou atenção em 1966 ao vencer o I Festival Internacional da Canção, da TV Globo, interpretando “Saveiros”, composição do irmão Dori Caymmi e de Nelson Motta. Outro momento marcante da carreira foi, na década de 1990, quando excursionou com Dori e o outro irmão, Danilo. Inúmeras vezes premiada como a melhor cantora do ano, Nana não poderá ser jamais esquecida em qualquer lista que se faça das grandes vozes femininas brasileiras.

Clementina de Jesus
Clementina fez sua primeira gravação, ao vivo, somente aos 63 anos de idade, em 1964. Aprendeu com a mãe os cantos de trabalho, jongos (cantados na língua africana bantu) e pontos de umbanda e candomblé, ao mesmo tempo em que fazia parte do coro de uma igreja católica. Isso faz com que sua voz trovejante representasse a mistura de credos e raças do país, especialmente no cenário do começo do século 20, com a nossa cultura popular ainda sob forte influência africana. Neta de escravos, Clementina pegou do continente africano alguns detalhes do seu jeito de cantar e chegava a ser repreendida nas casas onde trabalhou – uma das patroas chegou a pedir para ela parar com os “miados”. Ao se ouvir gravada pela primeira vez, na casa de Herminio Bello de Carvalho, percebeu que de miado sua voz não tinha nada.

Celly Campelo
Celly Campelo nunca escondeu suas raízes interioranas – ela, ao lado do irmão Tony, nasceu em Taubaté, em São Paulo. Mas não enveredou pela música regional e sim pelo rock, tendo êxito com versões para hits internacionais. A voz de Celly foi mais ouvida no pop brasileiro pré-jovem guarda.

Elizeth Cardoso
Padrão e sólida referência do canto feminino brasileiro, por conta da estilosa voz de contralto que roçava os tons de mezzo-soprano, Elizeth Cardoso lançou em um disco de 1958 a revolucionária batida diferente do violão de João Gilberto. Mas àquela altura a Divina, epíteto da cantora carioca descoberta por Jacob do Bandolim em fins dos anos 30, já havia feito seu nome ao gravar outras canções do amor demais. Sem se limitar aos sambas-canção, gênero predominante na primeira fase de sua discografia, Elizeth transitou com seu canto apurado por samba, choro-canção, MPB e até pelas Bachianas de Villa-Lobos. Mas jamais se esqueceu de dar voz aos maiores compositores da era do rádio. Foi o período que a projetou em escala nacional nos anos 50 a partir da gravação de “Canção do Amor”. Única, Elizeth cantou divinamente a trilha sonora de sua época.

Fafa de Belem
O sorriso largo chama a atenção, mas não tanto quanto o cantar grave e potente de Fafá. Abraçando as raízes do Norte em diversos momentos da carreira, ela não se limitou, porém, a regionalismos. Ainda menor de idade, começou a viajar para cantar. Quando, em 1975, teve incluída na trilha de Gabriela a música “Filho da Bahia” (de Walter Queiroz, redescoberta hoje graças ao remake da novela) foi ouvida em nível nacional. O primeiro disco só viria no ano seguinte.

Vanusa
Não se engane: Vanusa não é piada pronta, mas sim uma das mais subestimadas cantoras da nossa música. O problema é que ela começou na era da jovem guarda, um movimento que nunca ganhou muito respeito por parte da crítica. A voz única, expressiva e com dicção perfeita, realmente desabrochou na década de 70, quando passou a interpretar canções mais “adultas”. Atualmente, os discos antigos de Vanusa são um vasto oceano de maravilhas a serem redescobertas.

Wanderléia
Assim como Celly Campelo, Wanderléa transmitia musicalmente para as garotas de sua geração as sensações de ser jovem e estar vivendo em tempos maravilhosos. Mas se Celly personificava uma atmosfera inocente, Wanderléa era a voz de tempos mais livres, como foram os anos 60. Mesmo sem um alcance vocal que impressionasse, ela sabia como “vender” uma canção, e por isso tornou-se o ícone feminino mais famoso da jovem guarda.

Elba Ramalho
O vibrato e o sotaque são carregados pela paraibana Elba Ramalho nestes mais de 30 anos de carreira com a mesma garra com que o sertanejo atravessa o solo árido pelo horas a fio em busca de água. Elba vagou por xote, maracatu, frevo, baião, forró e chegou à MPB calejada e com personalidade grande. Nas canções românticas, pepitas dentro de um repertório dançante, ela mostra seu maior dom: cantar com paixão desesperadora, capaz de fazer brotar lágrimas em marmanjos.

Zélia Ducan
A cantora nascida em Niterói representa um filão interessante na prateleira das vozes femininas que surgiram na década de 90. Dona de vocais graves com traços de rouquidão, passeia com flexibilidade em sonoridades diversas. Ela se sai bem no folk, pop e samba. O estilo discreto de seu vocal é um contraponto para interpretações desenvoltas nos palcos. Sempre fugindo do óbvio, Zélia faz incursões elegantes por repertórios alheios e já casou sua voz em inúmeras parcerias.

Sandra de Sá
Assim como Sandra de Sá sempre faz questão de salientar suas origens no seu visual, na voz também está escancarada a negritude orgulhosa habilmente traduzida nas muitas notas que a cantora consegue atingir  desde um grave poderoso ao agudo estridente. Sandra faz o que quer com as notas e tem um balanço cativante no palco em uma explosão de ritmos. E além disso, também não tem nenhum medo da breguice ao ser completamente passional.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Moraes, Vinicius de (1913 - 1980)


Biografia

Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes (Rio de Janeiro RJ 1913 - idem 1980). Poeta, compositor de música popular, cronista e crítico de cinema. Pertencente a uma família de intelectuais, com formação católica. Faz no colégio jesuíta Santo Inácio o curso secundário e participa do coro nas missas de domingo. Os estudos musicais lhe rendem, em 1928, o primeiro sucesso, com composição realizada em parceria dos amigos Paulo e Haroldo Tapajós. Ingressa na faculdade de direito e adere ao grupo católico formado pelo escritor Otávio de Faria, o pensador San Thiago Dantas e o jurista Américo Jacobina Lacombe, entre outros. Conclui o curso em 1933, ano em que lança o primeiro livro, Forma e Exegese. Estuda língua e literatura inglesa na Universidade de Oxford, Inglaterra, até a eclosão da Segunda Guerra Mundial, quando, de volta ao Brasil, escreve regularmente crítica de cinema para jornais e revistas. A partir de 1943, ingressa na carreira diplomática e presta serviços consulares em diversos países, até 1968, quando em virtude de oposições à ditadura militar é exonerado do cargo. A década de 1950 marca o início de sua dedicação à música popular, da composição de seus primeiros sambas e de sua participação na criação da bossa nova, ao lado de Antônio Carlos Jobim (1927 - 1994), com o lançamento do disco Canção do Amor Demais, em 1958, interpretado por Elizeth Cardoso. A lírica de Vinicius torna-se mundialmente conhecida, em 1959, quando o filme Orfeu Negro, uma adaptação de sua peça Orfeu da Conceição, realizada pelo diretor francês Marcel Camus, é premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e recebe o Oscar de melhor filme estrangeiro. Os últimos anos do poeta são dedicados principalmente à música, período que ele vive entre turnês nacionais e internacionais, acompanhado de Toquinho (1946), seu parceiro mais constante.

Cronologia

1913 - Nasce no Rio de Janeiro
1917 - Ingressa na escola primária Afrânio Peixoto
1924 - Faz os estudos secundários no Colégio Santo Inácio, onde participa do coro das missas de domingo
1928 - Em parceria dos amigos Paulo (1913 - 1990) e Haroldo Tapajós (1915 - 1994) compõe Loura ou Morena e Canção da Noite, músicas alcançam grande sucesso
1930 - Ingressa na Faculdade de Direito do Catete, onde se liga ao grupo católico formado pelo escritor Otávio de Faria (1908 - 1972), o pensador San Thiago Dantas (1911 - 1964) e o jurista Américo Jacobina Lacombe (1909 - 1993), entre outros
1931 - Entra para o Centro de Preparação de Oficias do Exército - CPOR
1934 - Recebe o Prêmio Filipe d'Oliveira por Forma e Exegese
1938 - Recebe bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesa no Magdalen College, da Universidade de Oxford, Inglaterra
1941 - Inicia carreira de crítico de cinema no Suplemento Literário do jornal A Manhã
1942 - Faz uma extensa viagem ao Nordeste brasileiro, acompanhando o escritor norte-americano Waldo Frank. Na estada no Recife, conhece o poeta João Cabral de Melo Neto (1920 - 1999), de quem se torna amigo
1943 - Ingressa, por concurso, na carreira diplomática, e faz estágio na Divisão Cultural da Secretaria de Estado
1944 - Dirige o suplemento literário de O Jornal
1946 - É designado vice-cônsul em Los Angeles, Estados Unidos
1947 - Estuda cinema com os norte-americanos Orson Welles (1915 - 1985) e Gregg Toland (1904 - 1948)
1949 - É publicado o poema Pátria Minha, com edição artesanal de 50 exemplares feita por João Cabral de Melo Neto, em Barcelona, Espanha
1950 - Vai ao México, em visita ao seu amigo o poeta chileno Pablo Neruda (1904 - 1973)
1951 - Assina a coluna sobre cinema do jornal Última Hora
1952 - Viaja durante um mês pelas cidades históricas de Minas Gerais após convite do cineasta Alberto Cavalcanti (1897 - 1982) para escrever o roteiro de um documentário sobre Aleijadinho
1953 - Escreve a peça Orfeu da Conceição, premiada no ano seguinte no Concurso de Teatro do IV Centenário da Cidade de São Paulo. É transferido para a França, onde vive até 1957
1956 - Estréia o musical Orfeu da Conceição, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com cenografia de Oscar Niemeyer (1907 - 2012) e música de Tom Jobim (1927 - 1994)
1958 - É lançado o LP Canção do Amor Demais, com composições em parceria de Tom Jobim e interpretadas por Elizete Cardoso (1920 - 1990). O disco é considerado precursor da bossa nova
1959 - Intensifica sua produção voltada à música popular
1969 - É exonerado do Itamaraty após decretação do Ato Institucional nº 5 - AI5
1970 - Início de sua parceria com Toquinho (1946). Dedica-se quase exclusivamente à música
1980 - Morre no dia 9 de julho, no Rio de Janeiro

Obra publicada no Brasil - primeiras edições
Poesia

O Caminho para a Distância - 1933 
Forma e Exegese - 1934 
Ariana, a Mulher - 1936 
Novos Poemas - 1938
Cinco Elegias - 1943
Poemas, Sonetos e Baladas - 1946 
Pátria Minha - 1949 
Antologia Poética - 1954
Livro de Sonetos - 1957 
Novos Poemas II - 1959
Obra Poética - 1968 
A Pablo Neruda - 1973 
O Falso Mendigo - 1978 
O Operário em Construção e Outros Poemas - 1979 
Jardim Noturno* - 1993 - com poemas inéditos

Crônica
Para Viver um Grande Amor - 1962 
Para uma Menina com uma Flor - 1966 
O Cinema de Meus Olhos - 1992

Teatro
As Feras - 1961
Procura-Se uma Rosa - 1961 - com Pedro Bloch e Gláucio Gill
Cordélia e o Peregrino - 1965 
Orfeu da Conceição - 1967

Infantil e juvenil
A Arca de Noé - 1970



Correspondência
Querido Poeta: Correspondências de Vinicius de Moraes* - 2003 - organização Ruy Guerra*publicação póstuma

publicação póstuma








quinta-feira, 13 de junho de 2013

Música: Um pouco de história


Música é a combinação de ritmo, harmonia e melodia, de maneira agradável ao ouvido. No sentido amplo é a organização temporal de sons e silêncios (pausas). No sentido restrito, é a arte de coordenar e transmitir efeitos sonoros, harmoniosos e esteticamente válidos, podendo ser transmitida através da voz ou de instrumentos musicais.
A música é uma manifestação artística e cultural de um povo, em determinada época ou região. A música é um veículo usado para expressar os sentimentos.
Os sons produzem uma sensação física em nós.
Escutar é ser capaz de ir além de o simples ouvir, é captar o sentido dos sons, perceber e compreender sua estrutura, sua forma, seu sentido, é prestar atenção e estar interessado naquilo que está ouvindo. E quanto maior o conhecimento de sons e de música, maior será nossa compreensão.


Pré-História

 A palavra música, do grego mousikê, que quer dizer “arte das musas”, é uma referência à mitologia grega e sua origem não é clara. Muitos acreditam que a música já existia na pré-história e se apresentava com um caráter religioso, ritualístico em agradecimento aos deuses ou como forma de pedidos pela proteção, boa caça, entre outros. Se pensarmos que a dança aparece em pinturas rudimentares da pré-história não é difícil acreditar que a música também fazia parte dessas organizações. Nessa época podemos imaginar que muitos sons produzidos provinham, principalmente, dos movimentos corporais e sons da natureza e, assim como nas artes visuais e na dança, a música começou a ser aprimorada utilizando-se de objetos dos mais diversos. Ainda para refletirmos sobre o assunto e reforçar a teoria sobre a música na pré-história basta lembrarmos-nos da existência de tribos indígenas que mantêm total isolamento das sociedades organizadas e vivem ainda de forma rudimentar (paradas em um período da pré-história) e que possuem rituais envolvendo a música, utilizando a percussão corporal, a voz e objetos primários, básicos desenvolvidos para esse fim.


Antiguidade
Muitos historiadores apontam à música na antiguidade impregnada de sentido ritualístico e como instrumento mais utilizado a voz, pois por meio dela se dava a comunicação e nessa época o sentido da música era esse, comunicar-se com os deuses e com o povo. Observamos que, na Grécia, a música funcionava como uma forma de estarem mais próximos das divindades, um caminho para a perfeição. Nessa época, a música era incorporada à dança e ao teatro, formando uma totalidade, e ao som da lira eram recitados poemas. As tragédias gregas encenadas eram inteiramente cantadas acompanhadas da lira, da cítara e de instrumentos de sopro denominados aulos. Um destaque importante na antiguidade foi Pitágoras, um grande filósofo grego que descobriu as notas e os intervalos musicais.
Já em Roma a música foi influenciada pela música grega, pelos etruscos e pela música ocidental. Os romanos utilizavam a música na guerra para sinalizar ações dos soldados e tropas e também para cantar hinos às vitórias conquistadas, também possuía um papel fundamental na religião e em rituais sagrados, assim como no Egito, onde os egípcios acreditavam na “origem divina” da música, que estava relacionada a culto aos deuses. Geralmente os instrumentos eram tocados por mulheres (chamadas sacerdotisas). Os chineses, além de usarem a música em eventos religiosos e civis tiveram uma percepção mais apurada da música e de como esse refletia sobre o povo chegando a usar a música como “identidade” ou forma de “personalizar” momentos históricos e seus imperadores.

 


Idade Média
Na Idade das Trevas ou Idade Média a Igreja tinha forte influência sobre os costumes e culturas dos povos em toda a Europa. Muitas restrições eram impostas e, por essa razão, observamos o predomínio do canto gregoriano ou cantochão, porém houve um grande desenvolvimento da música mesmo com o direcionamento da igreja nas produções culturais e nessa fase a música popular também merece destaque com o surgimento dos trovadores e menestréis. É importante citar, na Idade Média, Guido d’Arezzo, um monge católico que “criou a pauta de cinco linhas, na qual definiu as alturas das notas e o nome de cada uma (…). Nasciam, assim, os nomes das notas musicais que conhecemos: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si.”


Renascimento
Nesse período, na Europa, cresce o interesse pela música profana (que não era religiosa). A música também é trabalhada em várias melodias, porém ainda as melhores composições musicais dessa época foram feitas para as igrejas.


Barroco
A música barroca foi assim designada para delimitar o período da história da música que vai do aparecimento da ópera e do oratório até a morte do compositor, maestro e instrumentista Johann Sebastian Bach. A música barroca foi muito fértil contendo elaborações, brilhantismo e imponência não vistos anteriormente na história da música, fato esse, talvez, devido à oposição aos modos gregorianos até então vigentes. A criação aflorou no período barroco e diversos gêneros musicais foram criados.



Classicismo
Nesse período, a música instrumental passa a ter maior destaque, adquirindo “porte”, elegância e sofisticação. São sons suaves e equilibrados. Nesse período criou-se, ainda, a sonata, e os espetáculos de ópera passam a ter um brilho maior, bem como as orquestras se desenham e passam a ter grande relevância.



Romantismo
Diferente da música no classicismo, que buscava o equilíbrio, no romantismo a música buscava uma liberdade maior da estrutura clássica e uma expressão mais densa e viva, carregada de emoções e sentimentos. Os músicos, nessa fase, se libertam e visa, por meio da música, exprimir toda sua alma.



Música no século XX
Podemos dizer que, esse período, para a música, foi uma verdadeira Revolução. O entusiasmo foi grande, inovações, criações, novidades, tendências, gêneros musicais apareceram. Foi um período rico para a música, impulsionado pela rádio, e pelo surgimento de tecnologias para gravar, reproduzir e distribuir essa arte.
No início do século XX, o interesse por novos sons fez os compositores incorporarem uma grande quantidade de instrumentos e objetos sonoros à música. Compositores como Leroy Andersen, que compôs uma obra para máquina de escrever e orquestra, Hermeto Pascoal que criou músicas com sons produzidos por garrafas, ferramentas, conversas e grunhidos de porcos e Ottorino Respighi, que escreveu uma obra para orquestra e rouxinol intitulada “Pinheiros de Roma”.
Todos os sons podem ser aproveitados em música, pois oferecem muitas possibilidades de enriquecer uma composição.



Twitter Facebook Favorites